Há dois dias disse ao Roger: você viu que o Gugu teve um acidente?

Hoje, a notícia do dia é o falecimento dele. E acredito que você saiba do que eu estou estou falando, ou você não sabe quem é o Gugu?

Indiferente da sua reação, é uma notícia que rapidamente remete a algum tipo de lembrança em relação a ele.

Eu nunca fui de assistir o Gugu, mas sou capaz de escutar a voz dele dizendo “Viva a Noite!” e todo mundo respondendo “Viva! Viva! Viva!”.

Ou de algum programa de auditório, principalmente na casa da minha vó, onde o SBT reinava nos finais de semana.

Eu senti pena quando soube que ele faleceu. Mesmo sem nunca ter sido fã, mas aquelas lembranças remotas relacionadas ao Gugu eram boas.
Porque não são lembranças dele, e sim de momentos que passei naquela época. São lembranças que dão a sensação de conforto.

Passei por algo parecido há um ano quando assisti um capítulo de Rainha da Sucata numa viagem pra Portugal.

👆🏼Se você sabe o que é um LP, provavelmente vai lembrar dessa capa. É disso que eu tô falando!! 🥰

São momentos construídos sem querer, do que foi a nossa infância. Do que acontecia ao nosso redor e nem percebíamos (e muito menos dávamos importância).

E quando mudamos de país, nos aferramos a estes momentos. São as nossas raízes, é a nossa sensação de estar em casa. Queremos sentar naquela poltrona, comer aquele bolo, assistir aquele programa de TV.

Sentimos saudades de casa, entendendo como “casa” toda a sua vida antes da mudança.

Então, um dos grandes segredos da adaptação num novo país é construir hábitos “confortáveis”, pequenos rituais que te façam sentir bem. 

Quando eu vou para o Brasil, por exemplo, sinto saudade de ver uma série deitada no sofá, de tomar o meu “desayuno” de torrada com tomate, ou até de assistir um jogo do Real Madrid na Champions League.

São coisas que posso fazer no Brasil, mas não faço. São hábitos que construí aqui, que me remetem a essa sensação de “casa”

👉🏻Então, assim que mudar de país, crie novos hábitos que te façam sentir confortável. Se tiver filhos, favoreça esse ambiente de “lar”. Não tente repetir antigos hábitos, porque a frustração pode virar sua companhia. Não é igual, não vai ser igual e não tem que ser igual.

Bjs


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